domingo, 25 de novembro de 2012

Sem dinheiro para contratações, Vasco deve apostar na base em 2013




O roteiro já é conhecido. Sem dinheiro para fazer contratações de impacto, o time apela para os jogadores que estão subindo das categorias de base. É o planejamento que o Vasco deve seguir em 2013, já que a crise financeira pela qual passa o clube parece insolúvel. Salários atrasados é uma realidade que não costuma atrair estrelas e deve fazer a equipe perder atletas.
A renovação de Juninho Pernambucano está difícil. Aos 37 anos, o meia ficou incomodado com as cobranças da torcida em ano em que os salários não foram pagos em dia e o presidente Roberto Dinamite não conseguiu impedir a saída de jogadores importantes na metade da temporada. Com boas propostas do futebol árabe, a tendência é que o ídolo da torcida não permaneça.
O mesmo deve ocorrer com o centroavante Alecsandro. O jogador se tornou uma das vozes mais eloquentes do elenco contra a lógica de salários atrasados que se tornou frequente. Coincidentemente, seus gols rarearam na reta final do Campeonato Brasileiro.
"São questões que o presidente Dinamite e o (diretor técnico) Ricardo Gomes estão tratando para a próxima temporada. Grandes reformulações são situações que acontecem em clubes grandes e temos de estar preparados. De repente também ganhamos alguns jogadores para o futuro”, afirmou o técnico Gaúcho, após o empate no clássico deste sábado, por 1 a 1, contra o arquirrival Flamengo.
Certeza mesmo é que os jogadores mais jovens receberão mais oportunidades. É o caso de Abuda e Marlone, que começaram a partida contra o Flamengo como titulares. Ambos receberam elogios de Gaúcho, assim como Dakson, que entrou na segunda etapa.
"O Abuda é um jogador que com sequência de jogos vai vestir a camisa do Vasco em grande nível. Ele mostrou participação muito forte de marcação e qualidade com a bola. É jogador para o futuro do Vasco. O mesmo posso dizer do Marlone, que já está conseguindo sua primeira sequência", disse Gaúcho.
"Dakson é um jogador que teve oportunidade só agora. Até prejudiquei ele no jogo, botei na linha de quatro do meio-campo pelo lado esquerdo. Ele joga mais por dentro e tenho certeza que por ali ele tem condições de jogar futebol de bom nível", destacou.
A filosofia que Gaúcho tenta implantar no Vasco na sua primeira passagem efetiva pela casamata é a da dedicação total. "O futebol hoje se você não marcar e tiver atitude dentro do campo, compromisso com o acerto, não vai fazer um time nunca. Para jogar no Vasco é preciso ter isso, senão não vai dar resultado. O time do Vasco tem que ter 11 jogadores, todos correndo, enquanto eu estiver aqui vai ser isso que o torcedor vai ver", afirmou o treinador vascaíno.

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