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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Candidata a vereadora usava a família para aplicar golpe do falso empréstimo no Rio

Segundo a Polícia Civil, quadrilha de estelionatários chegou a dar prejuízo de R$ 1 milhão

Uma candidata a vereadora nas eleições municipais deste ano está entre os presos em uma operação da Polícia Civil para desarticular umaquadrilha que aplicava o golpe do falso empréstimo no Rio, Espírito Santo e Minas Gerais. Maria Cristina de Oliveira Parras, de 43 anos, que concorreu a uma vaga no Legislativo carioca pelo PRP, fornecia a sua conta bancária para que as vítimas depositassem uma taxa para a liberação do crédito.

A quadrilha de estelionatários, que fazia anúncios em jornais populares oferecendo os empréstimos, chegou a dar um prejuízo de R$ 1 milhão em cinco meses de investigação. Além da candidata a vereadora, o ex-marido e o dois filhos dela fazem parte da lista de 26 presos na ação desta sexta-feira (23). Ao todo, 32 suspeitos tiveram a prisão decretada pela Justiça.
Segundo o delegado adjunto da Delegacia de Copacabana (12ª DP), Alexandre Magalhães, Maria Cristina recebia entre 10% e 15% do valor depositado em sua conta bancária. Com isso, ela chegava a lucrar até R$ 15 mil em apenas um mês.
— A quadrilha não tinha endereço físico, mudava constantemente de telefones e dificultava até que a polícia os encontrasse. Esse método permitia que eles enganassem uma pessoa na Praia de Ipanema ou em Marataízes, no Espírito Santo.
Os anúncios em jornais serviam de isca para atrair as vítimas, que ligavam em busca de informações sobre o empréstimo. O cliente interessado era orientado a depositar uma quantia proporcional ao valor solicitado para a liberação do crédito. De acordo com a polícia, os estelionatários faziam um depósito com um envelope vazio.
No extrato da conta corrente do cliente, o valor aparecia como bloqueado. Depois disso, as vítimas geralmente entravam em contato novamente com os golpistas, que exigiam o pagamento de uma nova taxa. Os suspeitos usavam dez empresas de fachada para aplicar os golpes.

De acordo com as investigações da Polícia Civil do Rio, os estelionatários agiam há pelo menos dez anos, sempre aprimorando o golpe. No Rio, os agentes prenderam suspeitos na capital, na Baixada Fluminense e no interior do Estado. Em Minas Gerais, os golpistas, segundo a polícia, agiam em Belo Horizonte  e em Contagem. Já no Espírito Santo, quadrilha atuava na cidade de Marataízes. Os policiais apreenderam computadores, documentos, celulares, chips de várias operadoras de telefonia móvel e até um pé de maconha. 

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